11 dezembro 2009

Não quero ser mais nada

Não quero ser mais, nada do que sou.
Penso em ser mais. Mas não quero.
Interpreto que não sou nada.
Sou o que não quero, ser.

Quero ser somente um pouco de nada.
Um nada intangivel, ás vezes.
Imperceptível e trasnlúcido.
Que fecha os olhos quando é.

Empresto-me a ser nada.
Caminho eu, pelo meio de nada.
Mas mais, por enquanto penso em ser.
Respiro. Inspiro e expiro.

Ás vezes tenho frio como normalmente tenho.
Tenho sede quando me sabe bem beber água.
E é tudo o que quero ser. Tudo. Mais nada.
Uma linha tão direita como a linha mais perfeita.

02 dezembro 2009

Sexo

The first of many others...
Bom falar sobre o sexo é como falar de comida, do sol ou do oxigénio. É uma coisa intrínseca aos animais humanos como também a outros bichos. Atenção eu disse bichos! Já dizia o Saramago que o adão e a eva foram bem lixados pelo criador do Universo... e não, não se referia ao Stan Lee. Desde cedo que a espécie humana foi designada para procriar, aumentar o número de fiéis que elevassem bem alto o nome do criador. A porra toda é que o pessoal começou a gostar de procriar. Quer dizer, não de procriar mas do acto em si, sem procriação. As agendas pessoais desde os tempos mais remotos, começaram a ficar cheias de praseirosos encontros, somente com o sentido de ter prazer. Coisa feia, que não incluia a cupula espiritual que elevasse o acto a um estado de proximidade com criador. Eu dispenso o estado de proximidade com o criador nestas ocasiões. Não quero copular com o criador. Nem a pensar que ele me abençoa cada vez que o meu esperma ejacula para dentro de uma vagina...
Dou por mim a pensar que o mundo tem guerras e momentos de paz devido ao número de pessoas que num determinado momento... estão a realizar a operação da procriação ou não. Diversa a teoria da arte da guerra e do amor... não é assim tão fantasista esta.
O sexo. Viva o sexo viva! Ao contrário de Dantas.