de morrer a rir... impagável este senhor Robin Williams.
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02 novembro 2012
25 outubro 2012
Inside The Actors Studio - Johnny Depp
excelente entrevista de um dos meus actores predilectos, o camaleão Johnny Depp
(...)i promised myself that i would continue to move forward, and... do my best to not compromised in any way, whatsoever... you know... not allow anyone to put their hands on me, and affect me in that way... so it´s the best advice i think i can give... it's just to keep moving forward, and don´t give a shit what anybody thinks. just keep moving forward... and do what you have to do... for you... - By Johnny Deep
(...)i promised myself that i would continue to move forward, and... do my best to not compromised in any way, whatsoever... you know... not allow anyone to put their hands on me, and affect me in that way... so it´s the best advice i think i can give... it's just to keep moving forward, and don´t give a shit what anybody thinks. just keep moving forward... and do what you have to do... for you... - By Johnny Deep
19 janeiro 2011
Sábado, dia de Teatro!
É verdade, já a muito tempo que não escrevo sobre o meu Teatro. Aos sábados à tarde lá estou eu de mochila feita para mais uma tarde, daquilo que me dá realmente prazer. Ser iniciado na arte de representar. Não me vou alongar em detalhes minuciosos sobre o ensino que tenho tido mas sim nas sensações, nos sentimentos. Desde que comecei as minhas aulas, um sonho de adolescente, que me tenho reinventado. No aspecto físico a barba e o cabelo cresceram. Sei melhor como enfrentar a vidinha, como alguém diria.As tardes de sábado são uma outra parte da minha vida, para além da profissional, social. As tardes de sábado são a minha terapia. Esqueço todos os problemas que existem na minha vida, pelo menos os mais complicados. Todos os meus colegas e as minhas colegas me dão tanto que é impossível quantificar e qualificar, esse quanto. Só posso fazer uma coisa também, dar de volta. Temos um grupo fantástico de pessoas que querem aprender e acima de tudo que, gostam de representar. Essa coisa estranha que se vê nos teatros, nos cinemas e nas televisões. Perguntava o que custa estar ali e fazer, o que aquele senhor ou senhora, está a fazer? Custa e custa muito. E é o custar que me agrada. Esse custar gostoso, esse gostar de não sermos nós mas, outro. E quando somos o "outro", quando o fazemos bem, sentimos uma enorme alegria e um prazer extremo, por o termos conseguido. Ah! não me posso esquecer dos meus fantásticos professores, sem vocês nunca teria chegado onde estou. Termino com uma frase que me acompanhará para sempre. Está uma boa... merda!!!
26 novembro 2010
"A Gaivota" de Anton Tchekhov
Um dos textos que tenho entre mãos. Duro. Uma comédia para Tchekhov, que hoje em dia é considerado um drama. É curioso ver como os tempos mudam a maneira de interpretar a realidade."A Gaivota (em Russo Чайка, Tchaika) é uma peça de teatro do dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904). A peça foi concebida pelo autor como uma comédia, mas ela foi interpretada e é tida por alguns como um drama ou uma tragédia. O próprio Tchekhov chamou-lhe "uma comédia, três papéis de mulher, seis para homens, quatro actos, uma paisagem (vista para um lago), muitas conversas sobre a literatura, um pouco de acção, um toque de amor".
Tchekhov começou a escrever A Gaivota em outubro de 1895. Em dezembro de 1895, leu o texto a amigos, actores de teatro em Moscovo. O director do teatro, Kors, também presente, disse: "meu caro, isto não é para o palco!". Tchekhov ficou surpreso e reescreveu a peça. Informou-se sobre pormenores técnicos de encenação com Vladimir Nemirovic-Dancenko. Em agosto de 1896, a censura (todas as obras culturais na Rússia eram censuradas) dá-lhe carta livre. Tchekhov baseou-se no caso de Lika Mizinova para a figura Nina. Trigorin é inspirado em Ignatij Potapenko.
A Gaivota narra os conflitos de um jovem escritor. Os conflitos dos personagens criam uma ligação direta com o espectador ao mesmo tempo em que apresenta uma visão profunda de uma sociedade cada vez mais vulnerável aos males existenciais. A peça representa uma harmonia estética natural, algo incompatível com a frustração encarada pelo personagem central da trama. A poesia é um dos recursos mais utilizados.
A figura central da peça chama-se Treplev é um filho de uma actriz famosa, Arkadina, que ao apresentar sua peça ao ciclo social da sua mãe fracassa duas vezes: a sua peça rejeitada pela elite da arte e pelo seu amor, Nina, e por se ter apaixonando por Trigorin, famoso escritor namorado da mãe de Treplev.
Treplev é um hamlet da comédia, um escritor romântico cheio de mudanças de humor e em permanente conflito interior, ridicularizado ainda mais pelo contraste entre os seus ideiais utópicos e as roupas simples e ridículas que usa, como pretendido por Tchecov, para espanto daqueles que viam na figura de Treplev um herói. Quando ele se decide suicidar, ouve-se um disparo vindo do jardim. Na casa, todos ouviram o disparo e pressentiram o que se passava. É então que Dorn diz: "aquilo foi um frasco de éter que rebentou", uma passagem que siderou alguns dos encenadores.
A 17 de outubro de 1896, A Gaivota foi encenada pela primeira vez, no teatro Alexandre, em São Petersburgo. A peça foi vaiada e Tchekhov deixou o teatro em sobressalto, sem se despedir.No entanto, dois dias depois, quando foi encenada pela segunda vez, foi um sucesso."
in wikipédia
Tchekhov começou a escrever A Gaivota em outubro de 1895. Em dezembro de 1895, leu o texto a amigos, actores de teatro em Moscovo. O director do teatro, Kors, também presente, disse: "meu caro, isto não é para o palco!". Tchekhov ficou surpreso e reescreveu a peça. Informou-se sobre pormenores técnicos de encenação com Vladimir Nemirovic-Dancenko. Em agosto de 1896, a censura (todas as obras culturais na Rússia eram censuradas) dá-lhe carta livre. Tchekhov baseou-se no caso de Lika Mizinova para a figura Nina. Trigorin é inspirado em Ignatij Potapenko.
A Gaivota narra os conflitos de um jovem escritor. Os conflitos dos personagens criam uma ligação direta com o espectador ao mesmo tempo em que apresenta uma visão profunda de uma sociedade cada vez mais vulnerável aos males existenciais. A peça representa uma harmonia estética natural, algo incompatível com a frustração encarada pelo personagem central da trama. A poesia é um dos recursos mais utilizados.
A figura central da peça chama-se Treplev é um filho de uma actriz famosa, Arkadina, que ao apresentar sua peça ao ciclo social da sua mãe fracassa duas vezes: a sua peça rejeitada pela elite da arte e pelo seu amor, Nina, e por se ter apaixonando por Trigorin, famoso escritor namorado da mãe de Treplev.
Treplev é um hamlet da comédia, um escritor romântico cheio de mudanças de humor e em permanente conflito interior, ridicularizado ainda mais pelo contraste entre os seus ideiais utópicos e as roupas simples e ridículas que usa, como pretendido por Tchecov, para espanto daqueles que viam na figura de Treplev um herói. Quando ele se decide suicidar, ouve-se um disparo vindo do jardim. Na casa, todos ouviram o disparo e pressentiram o que se passava. É então que Dorn diz: "aquilo foi um frasco de éter que rebentou", uma passagem que siderou alguns dos encenadores.
A 17 de outubro de 1896, A Gaivota foi encenada pela primeira vez, no teatro Alexandre, em São Petersburgo. A peça foi vaiada e Tchekhov deixou o teatro em sobressalto, sem se despedir.No entanto, dois dias depois, quando foi encenada pela segunda vez, foi um sucesso."
in wikipédia
25 outubro 2010
Palco 2
Luzes acesas. De pé. Eu e ela. A culpa é tua, disse ela. A culpa é toda tua! Tu és o culpado! Foste tu que o matas-te! Subi as escadas do palco. Fugi. Continuou a acusação. Voltei costas, fui para a boca de cena. Calado, pensava no que dizer. Não fujas. Colada a mim, fisicamente, a acusação. Agarrava-me a mim mesmo, ao abdómen. Cabeça baixa. Voltei-me rapidamente e enfrentei-a. Minha? Avancei, dois três passos. Não é o que dizem os teus olhos. Os teus olhos dizem palavras opostas as que saem da tua boca! Eu? Foste tu que matas-te o nosso amor! Não eu! Frente a frente, em pé, de perfil para as cadeiras. Gritos. Os seus olhos diante dos meus.
- Pára! A voz de quem sabe faz-se ouvir. - Está muito... overacting.
Palco 1
Luzes apagadas. Levantei-me da cadeira e no escuro procurei. Onde estás? Perguntei. De pé, ando devagar. Onde estão vocês? As minhas mãos nas extremidades dos meus braços, longe não alcançavam. Só nada, o ar. O vazio. Onde estou? E a consciência de estar dentro de mim começava a apoderar-se da realidade, do meu corpo. O espaço escuro era eu. E a voz, a boca, a cabeça, as pernas, os braços, eram a minha essência. Escutava-me. Irrompeste em choro. Primeiro um soluçar. Depois continuamente, e com uma cadência rápida compulsivamente. A solidão. A procura dos outros. E a falta que sentiste deles. E o choro parou quando te deitaste no chão. Quando não podias encontrar. Quando não tinhas forças. Quando soubeste.
17 junho 2009
Stanislavski e o Método
Ação Física Na maturidade, o mestre russo defendia a importância do Método da Acção Física. Para se compreender o método, tem-se primeiro de entender a acção física. Ela baseia-se numa premissa de que toda a emoção flui independente da vontade - a menos que o actor possa sobre ela exercer total controle, assim como se tem sobre o corpo. Dominando-se ambos, a vontade passa a controlar emoções como os movimentos somáticos. Para tal, são feitos exercícios em que a memória emocional é evocada, algo que Stanislavski desenvolveu como ferramenta de ensaio ou técnica de pesquisa. No final, há apenas o corpo, sob total controle. A interacção entre actor e director passam, portanto, pelo desenvolvimento da melhor forma de desempenho, que se procura obter durante os ensaios.Acção Psicofísica
Stanislavski começou a desenvolver as suas técnicas no começo do século XX e, no princípio, ele enfatizava os aspectos interiores para o treino do actor. Por exemplo, os vários modos de contacto com o artista são inconscientes. Mas, por volta de 1917, ele começou a olhar cada vez mais para a acção propositada, onde a acção é intencional e não intuitiva, naquilo que denominou de ação psicofísica (uma acção tem o seu propósito e ela é quem conduz ao sentimento). Um dos seus alunos notou a mudança e anotou numa de suas conferências: Considerando que a acção tinha sido ensinada previamente como a expressão de um "estado emocional" previamente estabelecido, é agora a acção quem predomina e é a chave para determinar o psicológico. Em lugar de ver as emoções conduzindo a acção, Stanislavski passou a acreditar que era o contrário que ocorria: a acção propositadamente representada para chegar aos objetivos do personagem era o caminho mais directo para as emoções.
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