12 agosto 2009

Um olhar terno que entra em mim

Um olhar terno que entra em mim.
Naquele momento amaste-me.
Só um olhar.
E o tempo parou em nós.

E a raiva de não te ter.
E a raiva de me sobrepor.
E um grito de amor.
Agora tapa-me.

Eu sufoco. Eu absorvo o teu corpo.
Tudo em mim é suor.
Sinto o coração bater.
Olho o teu olhar.

O meu corpo erguido.
A certeza de querer o teu olhar.
E a raiva é cega.
Olho para ti... e vejo.

10 agosto 2009

A imediata perseguição

Todas as palavras tem o peso de qualquer coisa. Todas as palvras tem o peso de alguma coisa. Todas as palavras tem o peso certo. Todas as palavras pesam. Todas as palavras quando escritas tem um peso próprio.
As palavras que escrevo não tem peso. São não pesáveis. São feitas de ar. De nada. E seguindo esta linha de pensamento, agora posso escrever.
A parte de tudo e de nada, só me resta gostar de ti. Incondicionalmente.

O Sorriso do Raul

Lembro-me do seu sorriso. Bondoso, traquina, sincero, feliz. Lembro-me de como me corrigia as frases. Lembro-me de tanta coisa. E é essa lembrança que me fica para sempre na memória. Uma lembrança egoísta. O Raul nada tinha de egoísta. A Casa do Artista é um bom exemplo disso. Toda a sua obra fala por si.
O Raul foi feliz. Vocês, façam o favor de ser felizes.

29 julho 2009

Agnosticismo

Este termo é usado frequentemente, por diferentes grupos sociais, e por vezes com objectivos significantes diversos.
Fiquei surpreso com o que li. Espero que seja útil para esclarecer as dúvidas que subsistam. Clicar aqui para saber mais.

16 julho 2009

As Aventuras de Sir Monarch - #6

A carta indicava que Claire Blanchefort fora vista pela última vez em Paris. Por entre dados indivuduais, a carta fazia menção a um restaurante na cidade das luzes. O nome do restaurante... "Le Triangle". Parece óbvio que seria por ali que deveria começar a procura-la. Sir Monarch apanha o ferry que liga Dover a Clais, e daí o comboio que o deixará em Paris. A noite caiu, a viagem foi cansativa, vai imediatamente para o nº 45 da Boulevard Raspail, o Hotel Lutetia.
Sir Monarch está na entrada do hotel. Grande azáfama, os bagageiros a empurrarem os carrinhos com malas, e os hospedes a entrarem e a sairem. Aqui ele estava em casa.
- Por favor, acompanhe Sir Monarch até a sua suite. Sir, o champagne está no seu quarto. Boa estadia. O bagageiro leva a sua única mala. Sir Monarch repara numa rapariga morena sentada no bar do hotel. Toda vestida de preto. Saia e blusa, sapato stilleto, na ponta de uma meia preta. Vai ao seu encontro.
- Boa tarde menina. O meu nome é Sir Monarch. Reparei como olhava para mim. Posso ser-lhe útil?
- Boa tarde Sir Monarch. O meu nome é Felicia Robertson. Temos uma amiga em comum. Pediu-me para lhe falar. O nosso escritório em Paris soube que estaria aqui. Espero por si para jantar. Vá ter comigo a este endereço. Seja pontual. Não espero.
Sir Monarch não sabia quem era a rapariga morena. Suspeitava que a sua amiga americana pudesse querer falar com ele. Mas também podia ser uma cilada. Só há uma maneira de esclarecer a questão. Telefonar.
- Estou... És tu? Do outro lado uma voz semi acordada.
- Sim sou. Estás em Paris? Soube que estarias...
- Tenho uma nova amiga...
- Tens? Óptimo!
- Dá os meus cumprimentos ao senhor teu marido.
- Serão dados. Ele adorou as garrafas...
- Exelente. Adeus.
- Bom jantar...