10 agosto 2009

O Sorriso do Raul

Lembro-me do seu sorriso. Bondoso, traquina, sincero, feliz. Lembro-me de como me corrigia as frases. Lembro-me de tanta coisa. E é essa lembrança que me fica para sempre na memória. Uma lembrança egoísta. O Raul nada tinha de egoísta. A Casa do Artista é um bom exemplo disso. Toda a sua obra fala por si.
O Raul foi feliz. Vocês, façam o favor de ser felizes.

29 julho 2009

Agnosticismo

Este termo é usado frequentemente, por diferentes grupos sociais, e por vezes com objectivos significantes diversos.
Fiquei surpreso com o que li. Espero que seja útil para esclarecer as dúvidas que subsistam. Clicar aqui para saber mais.

16 julho 2009

As Aventuras de Sir Monarch - #6

A carta indicava que Claire Blanchefort fora vista pela última vez em Paris. Por entre dados indivuduais, a carta fazia menção a um restaurante na cidade das luzes. O nome do restaurante... "Le Triangle". Parece óbvio que seria por ali que deveria começar a procura-la. Sir Monarch apanha o ferry que liga Dover a Clais, e daí o comboio que o deixará em Paris. A noite caiu, a viagem foi cansativa, vai imediatamente para o nº 45 da Boulevard Raspail, o Hotel Lutetia.
Sir Monarch está na entrada do hotel. Grande azáfama, os bagageiros a empurrarem os carrinhos com malas, e os hospedes a entrarem e a sairem. Aqui ele estava em casa.
- Por favor, acompanhe Sir Monarch até a sua suite. Sir, o champagne está no seu quarto. Boa estadia. O bagageiro leva a sua única mala. Sir Monarch repara numa rapariga morena sentada no bar do hotel. Toda vestida de preto. Saia e blusa, sapato stilleto, na ponta de uma meia preta. Vai ao seu encontro.
- Boa tarde menina. O meu nome é Sir Monarch. Reparei como olhava para mim. Posso ser-lhe útil?
- Boa tarde Sir Monarch. O meu nome é Felicia Robertson. Temos uma amiga em comum. Pediu-me para lhe falar. O nosso escritório em Paris soube que estaria aqui. Espero por si para jantar. Vá ter comigo a este endereço. Seja pontual. Não espero.
Sir Monarch não sabia quem era a rapariga morena. Suspeitava que a sua amiga americana pudesse querer falar com ele. Mas também podia ser uma cilada. Só há uma maneira de esclarecer a questão. Telefonar.
- Estou... És tu? Do outro lado uma voz semi acordada.
- Sim sou. Estás em Paris? Soube que estarias...
- Tenho uma nova amiga...
- Tens? Óptimo!
- Dá os meus cumprimentos ao senhor teu marido.
- Serão dados. Ele adorou as garrafas...
- Exelente. Adeus.
- Bom jantar...

20 junho 2009

Abraças-me tanto

Penso em ti. Não me sais da cabeça. Sinto-me impotente por não te poder ajudar. Por não te poder ver. Por não, por não. E os nãos fazem com que te queira ainda mais. E o querer já não é racional. Não é um querer dissecado. Um querer possível ou não. É só querer.
E por tantas vezes ter escrito sobre o amor, a paixão parece que nada mais resta para dizer. Mas sim falta dizer-te tudo. Percebe-me. Percebes-me. Soltas os teus gritos e eu oiço. Soltas os teus risos e choros, e eu oiço. Abraças-me como eu quero. Abraças-me tanto.
Uma sinfonia tocada por instrumentos ainda não inventados, faz a música dos meus dias. Enche-me de ar. De esperança. E um abraço do tamanho de uma árvore grande é o muito que espero. O beijo de um passáro veloz, a altura ideal. A calma de uma ceara ao vento, o sentimento que me colhe.

17 junho 2009

A imperfeição perfeita

Há coisas que reconheço, outras que desconheço. Embora desconhecendo, o que conheço, entendo. E apreendo. Agora não é momento de racionalizar, de sentir ou sequer de agitar. Agora o momento é de calma e vontade que o bem se instale e que o mal se vá.
O presente importa. O passado já foi, não o podemos mudar. O futuro é consequência do presente. Apenas o presente importa.