Onde a música se ouvia e a orquestra tocava,
No alto da cidade nos sentámos e sentimos o outro de nós.
E com a calma por Rainha e o tempo por Rei convergimos ali.
Uma linha se escrevia. Um cheiro se fazia. Um círculo de abria.
E nas pedras as flores de lís escritas olhavam-nos discretas.
E pelo labirinto das ameias, pelas passagens e escadas,
O cansaço não havia. O início.
Sempre a vontade de te ter.
E o frio. A gruta esperava-nos como viajantes perdidos.
A confissão dos rendidos. O olhar dos sentidos.
E o vento. Já com a certeza de nós... caminhámos.
Onde o escuro estava nos sentámos.
Olhei para ti. O beijo. O teu. O meu.
E a noite dos beijos nos sorriu. E a noite foi minha e tua.
A rua clara. A calma de te saber em mim.
O querer te dizer.
11 julho 2007
E o rio que me trespassa o corpo
E o rio que me trespassa o corpo
Funde-se com o meu sangue.
Prosa física natural que me traz
A saudade que sinto de ti.
E como trovões flamejantes
As visões que tenho de ti,
São puramente eléctricas.
Simétricas. Práticas. Activas.
Sopra o vento na montanha.
Cobre-me o frio...
E estou a gelar.
O tempo é de me constipar.
Vem ao meu encontro e faz-me.
Instala o teu calor em mim.
Cobre-me a cabeça com o teu véu de cetim.
Olha-me nos olhos e diz-me.
Funde-se com o meu sangue.
Prosa física natural que me traz
A saudade que sinto de ti.
E como trovões flamejantes
As visões que tenho de ti,
São puramente eléctricas.
Simétricas. Práticas. Activas.
Sopra o vento na montanha.
Cobre-me o frio...
E estou a gelar.
O tempo é de me constipar.
Vem ao meu encontro e faz-me.
Instala o teu calor em mim.
Cobre-me a cabeça com o teu véu de cetim.
Olha-me nos olhos e diz-me.
09 julho 2007
Não sei o que é... mas que é bom é...
Não sei o que é que está a acontecer entre nós. Só sei que estou a gostar de sentir o que sinto. Um sentimento de paz, de calma, de desejo mutuo, um sentir que me entendes tão facilmente. E sentir que te dás sem pejos, sem atilhos. E isso é tão bom sentir. Não pensava encontrar alguém agora, que me fizesse sentir assim. E o dizer que sim, o anuir a tua vontade, saber que o tempo é senhor do destino. Que só ele consegue fazer o que é melhor para nós. Não vale a pena forçar a linha que ele tem. E esse entimento de calma, o sentir o que se quer, saber que o melhor a fazer é esperar que ele nos dê aquilo que por consequência temos que ter.
E diante da minha capacidade racional, vejo-me a chamar-te fofa... agora sorrio... E penso que sou um pouco parvito...
És distante quanto baste para sentir que estás aí. Sabes manter a distância que por vezes, por puro egoísmo queria que não existisse. Mas o mais engraçado é que não sinto qualquer tipo de angustia, de ansiedade. Claro que te quero ter. Mas ao pensar nisso, não me sinto mal. Sei que existe qualquer coisa que me dá a calma necessária para esperar. Talvez seja o saber que não se pode apressar o que não pode ser apressado. Saber que o tempo passa sempre da mesma forma e que ao sentires a mesma coisa, ao quereres a mesma coisa, me completas.
E por muito que queira encontrar uma explicação, agora não me importa em rotular o que temos, até porque o que temos não quero que tenha rótulo. Não quero um rótulo "institucional". Não quero comprimir o que temos com convenções e espartilhos socialmente em uso. O que temos agora é tão bom, que até parece um daqueles produtos brancos dos hipermercados. Melhor que as marcas que existem à venda.
Agora uma reflexão. Á pouco tempo atrás escrevi que para existir uma relação, tinham que existir três permissas: a vontade, o querer e o poder. Quero aqui referir que me fizeste alterar essa equação, somando mais uma permissa. O dever. Esta permissa, é a última e a que anui para que as três anteriores sejam de facto postas em prática. Vejo agora que o dever, está aqui representado como um conceito moral ao nível individual. Não sei se esta análise é correcta, de futuro tentarei fazer mais luz sobre este tema.
E agora para ti... my darling... um beijo.
08 julho 2007
Tu
Tu.
Beijar-te. Sentir o teu corpo que se dá.
Sentir o meu desejo de ti.
E querer mais até ao fim.
O eléctrico que passa, leva-nos para o que queremos.
Traz-nos para o que vivemos. Sabes bem.
Os teus olhos de vontade perdem-se em mim.
O teu desejo é o meu por ti.
E pensar ás vezes basta para saber.
E a tua boca fala e eu olho. E quero.
E um beijo teu é um beijo meu.
Sorve-me com vontade...
O teu cheiro ainda o sinto. E quero mais.
Quero saber quem és...
Quero saber o que és...
Quero que saibamos...
Beijar-te. Sentir o teu corpo que se dá.
Sentir o meu desejo de ti.
E querer mais até ao fim.
O eléctrico que passa, leva-nos para o que queremos.
Traz-nos para o que vivemos. Sabes bem.
Os teus olhos de vontade perdem-se em mim.
O teu desejo é o meu por ti.
E pensar ás vezes basta para saber.
E a tua boca fala e eu olho. E quero.
E um beijo teu é um beijo meu.
Sorve-me com vontade...
O teu cheiro ainda o sinto. E quero mais.
Quero saber quem és...
Quero saber o que és...
Quero que saibamos...
05 julho 2007
Absorto
Absorto como um saco de plástico vazio.
Nem as imagens mais reais e terrenas me fazem sair daqui.
E o querer alguém faz-me mal. Penso demais.
E evoluo para um estado semi-inconsciente.
Reflicto sobre o que fui. E absorto me sinto.
Reagir. Absorver. A lógica não existe.
E a escrita torna-se um exercício fisíco,
Muito mais que mental.
Um passo recorrente, de um animal carente.
E por absorto me sentir, faço traços mentais.
Rasgos de normalidade fugidia.
Sem a nenhuma conclusão chegar. Sem razão para agarrar.
Sou eu e a pele que me envolve.
E ajo de maneira a que tudo seja.
Nem é o que queria, nem o que poderia.
Talvez seja só qualquer coisa...
Nem as imagens mais reais e terrenas me fazem sair daqui.
E o querer alguém faz-me mal. Penso demais.
E evoluo para um estado semi-inconsciente.
Reflicto sobre o que fui. E absorto me sinto.
Reagir. Absorver. A lógica não existe.
E a escrita torna-se um exercício fisíco,
Muito mais que mental.
Um passo recorrente, de um animal carente.
E por absorto me sentir, faço traços mentais.
Rasgos de normalidade fugidia.
Sem a nenhuma conclusão chegar. Sem razão para agarrar.
Sou eu e a pele que me envolve.
E ajo de maneira a que tudo seja.
Nem é o que queria, nem o que poderia.
Talvez seja só qualquer coisa...
04 julho 2007
No hay banda!
Este post deve ser o mais estranho que já escrevi aqui. Tudo isto porque me apetece escrever muita coisa mas não o quero fazer. Não porque tenha medo que se saiba do que se trata, porque o posso fazer sem que se perceba do que estou a falar ou mesmo até porque nunca refiro nomes.Posso ter a ousadia que estou a desconstruir um post? Talvez sim , talvez não. Lembram-se da peça musical onde a orquestra não toca a música, o maestro não conduz, mas que tem público a assistir? John Cage é o compositor para quem tiver curiosidade. De facto apraz-me escrever nada e dizer tudo o que tenho para dizer, sem o dizer. Só eu sei o que escrevi aqui. Só eu sei o que sinto. Só eu sei quem és...
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