Entrego-me à vida com a impressão de respirar.
Subscrevo o que vejo imitando o que penso.
Tenho o sabor amargo dela ainda em mim.
Essa invasão permanente que já vai sendo um hábito.
Reajo a tudo inconsequentemente. Ajo consciente.
Inalo as fragrâncias da beleza diária.
Permito-me duvidar das minhas escolhas.
Mas escolho. Agarro na faca e furo. Furo.
Aqui perto da garganta um corte. Outro perto do coração.
As pernas e os braços. A cabeça está como um passador.
Mas a dor não passa. Já cortei os pés e a língua.
Mas ainda ando e falo. Nunca cortei as mãos.
E todos os furos e cortes em mim, não chegam para
Que a cabeça aja sem a certeza que tenho.
Que o ar é límpido e respirável.
Existe algo por que eu respiro...
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