23 outubro 2014

Antes do meio dia

antes do meio dia.
bom dia disse ele com a convicção de que o tempo não tinha passado. ela respondeu com o tom de voz que ela tinha pensado.
(...)
no miradouro.
o reencontro, ansiado por ambos. a pé a conversa corria, por entre passos lentos e um tempo fresco. com a chuva a parecer névoa. ele dava todo o espaço e tempo, que lhe tinha prometido. ele não tinha nada a perder, mas tinha tudo a perder. ser ele mesmo, e esperar pelo click.
(...)
no monte olimpo.
alguma coisa mudou. ela estava mais faladora. desinibida.
o click, aconteceu no seu interior. ele apercebeu-se disso, mas continuou sem forçar. ela tinha que ter a certeza. teve-a.

02 agosto 2014

Sushi

Ontem foi dia de comer Sushi, e beber umas copadas para arejar a mente. Comer peixe crú sempre foi uma coisa que me agradou. Devo ter sido japonês numa outra encarnação. Ou então um peixe, comedor de outros peixes. A "reencarnação is a bitch"! Saké, Cuba Livre e imperiais regaram as canções dos anos 80, e a conversa.

15 novembro 2013

O infinito

E com a urgência de escrever, começo por onde fiquei. Um traço, um terço que não sei rezar. E como chamar? Nem eu sei, dissecar e explicar, e fantasiar. E mensurar a ideia do que penso. A ideia do que penso é um infinito de coisas ocas, maiores que tudo. Só o ar, possivelmente, se compara. O vazio do ar. A grandiosidade desse espaço que não se pode tocar. Só sentir, que existe quando há vento.
Uma volta, duas voltas, até ser impossível de as contar. Infinitas voltas, de pensares ocos. Tudo infinitamente louco. 
As coisas estão todas nos seus sítios. Porque se não estivessem, nos seus sítios, estavam nos seus sítios. O sitio de todas as coisas, é em todo lado. É ai que estão e ficam as coisas. É no espaço infinito e imaterial, que me sinto bem. Á deriva por entre as incertezas, pelo desconhecido. Tudo, não tem que ser certo e realisticamente, ordeiro. Se o amor é incerto e incompreensível, nada pode ser claro. A racionalidade não a quero para nada. A racionalidade, é uma religião como outra qualquer. O vazio, o ser oco, o ar, a imaterialidade de tudo, a incerteza, são o que existe.
Tudo o mais é um caminho de defesa. Tudo organizado, bem fundamentado, racionalizado. Fico com a parte oca. A parte obscura, que não se vê. O que não se pode com as mãos apanhar, e guardar.