16 fevereiro 2013
Primeiro post do ano - Prémio Consolação
Este é o primeiro post deste ano por isso tratem-no bem. Carinhosamente.
Haveria bastante para falar de amores, um tema que poderia não referir. Mas não vou falar. Ficam com água na boca.
Em vez de falar sobre a minha interessantíssima vida, resolvi escrever um poema. Que se segue.
Qualquer dia digo-te olá.
Um olá, por dia. Simples.
Nada de muito complicado.
Sem ser... abusado.
Um dia, para ser corajoso.
Digo-te um olá, seboso.
A pensar que não te importas.
Sem dias a pensar, em ti.
Um dia digo-te alguma coisa.
Mas não vais perceber.
Eu tenho segundas intenções.
Para além de ver a lua e as estrelas.
De falar de cometas e janelas.
Do tempo. E sentir o frio nos pés.
Parece-me alguma coisa. Pouca.
Raro. Como eles dizem.
Um pouco. E muito.
Qualquer dia digo-te olá.
Sem me importar com as consequências.
Sem reticencias. Sem "encias".
Boa noite.
Haveria bastante para falar de amores, um tema que poderia não referir. Mas não vou falar. Ficam com água na boca.
Em vez de falar sobre a minha interessantíssima vida, resolvi escrever um poema. Que se segue.
Qualquer dia digo-te olá.
Um olá, por dia. Simples.
Nada de muito complicado.
Sem ser... abusado.
Um dia, para ser corajoso.
Digo-te um olá, seboso.
A pensar que não te importas.
Sem dias a pensar, em ti.
Um dia digo-te alguma coisa.
Mas não vais perceber.
Eu tenho segundas intenções.
Para além de ver a lua e as estrelas.
De falar de cometas e janelas.
Do tempo. E sentir o frio nos pés.
Parece-me alguma coisa. Pouca.
Raro. Como eles dizem.
Um pouco. E muito.
Qualquer dia digo-te olá.
Sem me importar com as consequências.
Sem reticencias. Sem "encias".
Boa noite.
12 dezembro 2012
02 dezembro 2012
Perdi a cabeça
Perdi a cabeça. Depois de sair da casa de banho, voltei para trás, por que tinha deixado a luz acesa. Olhei para o espelho, e vi que não tinha cabeça. Todo o meu corpo estava lá, menos a cabeça. Com as mãos tentei agarrar a dita. Sem sucesso. Tinha um buraco no pescoço, que se enfiasse a mão, sentia que podia ir até aos pulmões.
Sentia o ar a entrar e a sair. Ouvia o bater do coração. Mas que raio! A cabeça terá saltado, tendo ficado no sofá depois de me levantar? Terá ficado na rua depois de ter ido ao café comprar tabaco? tenho que ir a rua, ver se ela lá está! Pensei, para depois me interrogar se seria boa ideia. E se alguém, estiver nas escadas? E se alguém estiver na rua? Não! Não posso ir. Mas tenho que ir. A minha cabeça, pode estar a ser comida por cães, ratos, ou outros animais carnívoros. Já sei! Vou com o meu polar, com o capuz, e escondo-me se vier alguém. Fui a rua, senti o vento no pescoço, mas não encontrei a minha cabeça. Espero que não tenha ficado no café. Afligia-me isso. Mas se assim fosse, já teria sentido, as sirenes da policia. Não pode ter ficado lá.
Voltei para casa. Procurei e nada. Nem no balde do lixo, nem no micro-ondas. Estava a ficar, ansioso e bastante confuso. Não posso ir dormir, sem encontrar a minha cabeça. Não posso acordar, assim. Não posso ir assim para o trabalho. Se adormecer, quem me diz que vou acordar com a cabeça? Se não a senti desaparecer, talvez ela volte sem me aperceber. E se não voltar? Se adormeço e ela nunca mais aparece, agarrada ao meu pescoço?
Fui beber café, para não adormecer. Liguei a televisão. Adormeci.
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