16 fevereiro 2013

Kasabian - Fire (Live At The O2)

Round Table (The Missing Cruzader)

Model: Adriana Lima

Primeiro post do ano - Prémio Consolação

  Este é o primeiro post deste ano por isso tratem-no bem. Carinhosamente.
Haveria bastante para falar de amores, um tema que poderia não referir. Mas não vou falar. Ficam com água na boca.
  Em vez de falar sobre a minha interessantíssima vida, resolvi escrever um poema. Que se segue.

Qualquer dia digo-te olá.
Um olá, por dia. Simples.
Nada de muito complicado.
Sem ser... abusado.

Um dia, para ser corajoso.
Digo-te um olá, seboso.
A pensar que não te importas.
Sem dias a pensar, em ti.

Um dia digo-te alguma coisa.
Mas não vais perceber.
Eu tenho segundas intenções.
Para além de ver a lua e as estrelas.

De falar de cometas e janelas.
Do tempo. E sentir o frio nos pés.
Parece-me alguma coisa. Pouca.
Raro. Como eles dizem.

Um pouco. E muito.
Qualquer dia digo-te olá.
Sem me importar com as consequências.
Sem reticencias. Sem "encias".

Boa noite.

Lana Del Rey - Summertime Sadness

02 dezembro 2012

Perdi a cabeça

  Perdi a cabeça. Depois de sair da casa de banho, voltei para trás, por que tinha deixado a luz acesa. Olhei para o espelho, e vi que não tinha cabeça. Todo o meu corpo estava lá, menos a cabeça. Com as mãos tentei agarrar a dita. Sem sucesso. Tinha um buraco no pescoço, que se enfiasse a mão, sentia que podia ir até aos pulmões. 
  Sentia o ar a entrar e a sair. Ouvia o bater do coração. Mas que raio! A cabeça terá saltado, tendo ficado no sofá depois de me levantar? Terá ficado na rua depois de ter ido ao café comprar tabaco? tenho que ir a rua, ver se ela lá está! Pensei, para depois me interrogar se seria boa ideia. E se alguém, estiver nas escadas? E se alguém estiver na rua? Não! Não posso ir. Mas tenho que ir. A minha cabeça, pode estar a ser comida por cães, ratos, ou outros animais carnívoros. Já sei! Vou com o meu polar, com o capuz, e escondo-me se vier alguém. Fui a rua, senti o vento no pescoço, mas não encontrei a minha cabeça. Espero que não tenha ficado no café. Afligia-me isso. Mas se assim fosse, já teria sentido, as sirenes da policia. Não pode ter ficado lá.
 Voltei para casa. Procurei e nada. Nem no balde do lixo, nem no micro-ondas. Estava a ficar, ansioso e bastante confuso. Não posso ir dormir, sem encontrar a minha cabeça. Não posso acordar, assim. Não posso ir assim para o trabalho. Se adormecer, quem me diz que vou acordar com a cabeça? Se não a senti desaparecer, talvez ela volte sem me aperceber. E se não voltar? Se adormeço e ela nunca mais aparece, agarrada ao meu pescoço?
  Fui beber café, para não adormecer. Liguei a televisão. Adormeci.