Há tempos escrevi sobre a ilusão, e sobre a realidade. Sobre a tomada de decisões. Que tento não voltar atrás nas decisões que tomo. Que racionalizo tudo, como se pusesse tudo numa misturadora(cerebro) e no fim o sumo, seria a decisão a tomar. Tomei uma decisão, e não consegui manter-me fiel a essa decisão que tomei. Presumi erradamente que era capaz de a levar a bom porto. Presumi que a minha decisão seria a melhor para ambas as partes. Não foi para mim. Não consigo manter-me fiel a minha decisão. Mas no fundo tinha que a tomar, para bem de mim próprio. E quando tomei essa decisão agi racionalmente, e não com o coração como até ali o tinha feito. Se não tivesse tomado aquela decisão como estaria agora? Não sei. Talvez com as mesmas dúvidas que tinha e que tenho. Mais próximo talvez estivesse. E não saberia lidar com essa proximidade. Não sem respostas. Tomei a decisão por defesa. De ambas as partes. Mas penso que quem perdeu algo fui eu. Ou não.06 novembro 2010
Il tempo di vedere su lo specchio
Há tempos escrevi sobre a ilusão, e sobre a realidade. Sobre a tomada de decisões. Que tento não voltar atrás nas decisões que tomo. Que racionalizo tudo, como se pusesse tudo numa misturadora(cerebro) e no fim o sumo, seria a decisão a tomar. Tomei uma decisão, e não consegui manter-me fiel a essa decisão que tomei. Presumi erradamente que era capaz de a levar a bom porto. Presumi que a minha decisão seria a melhor para ambas as partes. Não foi para mim. Não consigo manter-me fiel a minha decisão. Mas no fundo tinha que a tomar, para bem de mim próprio. E quando tomei essa decisão agi racionalmente, e não com o coração como até ali o tinha feito. Se não tivesse tomado aquela decisão como estaria agora? Não sei. Talvez com as mesmas dúvidas que tinha e que tenho. Mais próximo talvez estivesse. E não saberia lidar com essa proximidade. Não sem respostas. Tomei a decisão por defesa. De ambas as partes. Mas penso que quem perdeu algo fui eu. Ou não.05 novembro 2010
Lumiere Blanche
Há pessoas que nos marcam, que ficam num canto do nosso coração para sempre. Tu Nina és uma dessas pessoas. Conheces-me como poucos. Lembro as tuas palavras: "... mesmo sendo dura (frontal) contigo?...". Resposta: " ...é uma das coisas que me faz gostar de ti." Lembro-me, particularmente, das tuas mãos e dos teus olhos. Dos teus gostos particulares por chapeus e aneis. E das tuas gargalhadas sinceras. E do resto. Eu estou aqui, sempre estive e estarei.04 novembro 2010
Tu sonrisa
Queria dizer-te tanta coisa, e não dizer nada. Queria olhar-te nos olhos... e dizer simplesmente nada. Queria só estar perto de ti e saber o que sinto por ti. Não sei. Por vezes penso que me és totalmente indiferente. Que não sinto nada por ti. Outras vezes sinto qualquer coisa. Não sei explicar o que é realmente. Mas sei que sinto a tua falta. Isso sei que sinto. E esta paragem em que estamos, em caminhos paralelos, faz-se minuto a minuto, segundo a segundo. Nunca mais irei ser o que fui para ti. Não sei. Tu para mim serás sempre alguém muito especial. Só sei que sinto a tua falta.Chorei por ti. Dei gargalhadas. E tudo ou muito pouco fica por dizer.
Jacques Lacan - Biografia
Jacques-Marie Émile Lacan (Paris, 13 de abril de 1901 — Paris, 9 de setembro de 1981) foi um psicanalista francês.Formado em Medicina, passou da neurologia à psiquiatria, tendo sido aluno de Gatian de Clérambault. Teve contato com a psicanálise através do surrealismo e a partir de 1951, afirmando que os pós-freudianos haviam se desviado, propõe um retorno a Freud. Para isso, utiliza-se da linguística de Saussure (e posteriormente de Jakobson e Benveniste) e da antropologia estrutural de Lévi-Strauss, tornando-se importante figura do Estruturalismo. Posteriormente encaminha-se para a Lógica e para a Topologia. O seu ensino é primordialmente oral, dando-se através de seminários e conferências. Em 1966 foi publicada uma coletânea de 34 artigos e conferências, os Écrits (Escritos). A partir de 1973 inicia-se a publicação de seus 26 seminários, sob o título Le Séminaire (O Seminário).
Pensamento:
A sua primeira intervenção na psicanálise é para situar o Eu como instância de desconhecimento, de ilusão, de alienação, sede do narcisismo. É o momento do Estádio do Espelho. O Eu é situado no registro do Imaginário, juntamente com fenômenos como amor, ódio, agressividade. É o lugar das identificações e das relações duais. Distingue-se do Sujeito do Inconsciente, instância simbólica. Lacan reafirma, então, a divisão do sujeito, pois o Inconsciente seria autônomo com relação ao Eu. E é no registro do Inconsciente que deveríamos situar a ação da psicanálise.
Esse registro é o do Simbólico, é o campo da linguagem, do significante. Lévi-Strauss afirmava que "os símbolos são mais reais que aquilo que simbolizam, o significante precede e determina o significado”, no que é seguido por Lacan. Marca-se aqui a autonomia da função simbólica. Este é o Grande Outro que antecede o sujeito, que só se constitui através deste - "o inconsciente é o discurso do Outro", "o desejo é o desejo do Outro".
O campo de acção da psicanálise situa-se então na fala, onde o inconsciente se manifesta, através de actos falhados, esquecimentos, piadas e de relatos de sonhos, enfim, naqueles fenômenos que Lacan nomeia como "formações do inconsciente". A isto se refere o aforismo lacaniano "o inconsciente é estruturado como uma linguagem".
O Simbólico é o registro em que se marca a ligação do Desejo com a Lei e a Falta, através do Complexo de Castração, operador do Complexo de Édipo. Para Lacan, "a lei e o desejo recalcado são uma só e a mesma coisa". Lacan pensa a lei a partir de Lévi-Strauss, ou seja, da interdição do incesto que possibilita a circulação do maior dos bens simbólicos, as mulheres. O desejo é uma falta-a-ser metaforizada na interdição edipiana, a falta possibilitando a deriva do desejo, desejo enquanto metonímia. Lacan articula neste processo dois grandes conceitos, o Nome-do-Pai e o Falo. Para operar com este campo, cria os seus Matemas.
É na década de 1970 que Lacan dará cada vez mais prioridade ao registro do Real. No seu tópico de três registros, Real, Simbólico e Imaginário, RSI, ao Real cabe aquilo que resiste a simbolização, "o real é o impossível", "não cessa de não se inscrever". O seu pensamento sobre o Real deriva primeiramente de três fontes: a ciência do real, de Meyerson, da Heterologia, de Bataille, e do conceito de realidade psíquica, de Freud. O Real toca naquilo que no sujeito é o "improdutivo", resto inassimilável, sua "parte maldita", o gozo, já que é "aquilo que não serve para nada". Na tentativa de fazer a psicanálise operar com este registro, Lacan envereda pela Topologia, pelo Nó Borromeano, revalorizando a escrita, constrói uma Lógica da Sexuação ("não há relação sexual", "A Mulher não existe"). Se grande parte de sua obra foi marcada pelo signo de um retorno a Freud, Lacan considera o Real, juntamente com o Objeto a ("objeto ausente"), criações suas. in "wikipédia"
03 novembro 2010
BDSM - Inevitável partilha
Este é um tema que me atrai. O que me atrai? A relação entre duas pessoas, que podem ou não ser, intimas no seu meio social. A fuga da realidade, o encontrar de uma outra realidade. A partilha de sentimentos, pelo consentimento das duas partes. Afinal tudo é real. A descoberta de um eu ou de vários eus, que não sabíamos existirem.Existem interpretações incorrectas sobre o que é o BDSM (Bondage - Disciplina, Sadismo e Masoquismo). O BDSM tem obrigatoriamente que ser: São, Seguro e Consensual. Não existem regras para as sessões. Cada Dominador(a) e Submisso(a) tem que encontrar um ponto de equlibrio na sua relação. Tem que existir durante uma sessão de BSM palavras seguras, que garantam a segurança física dos intervinientes. Podem ser três cores. Vermelho, amarelo e verde. Normalmente um não pode querer dizer sim.
Dentro do conceito BDSM existem diversos sub-grupos, cabendo a cada um adaptar-se.
02 novembro 2010
Adrenaline Junkie
A adrenalina ou epinefrina é um hormônio simpaticomimético e neurotransmissor, derivado da modificação de um aminoácido aromático (tirosina), secretado pelas glândulas supra-renais, assim chamadas por estarem acima dos rins. Em momentos de "stress", as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros.Em maio de 1886, William Bates anunciou o descobrimento da substância produzida pela glândula adrenal no New York Medical Journal. Foi também identificada em 1895 por Napoleão Cybulski, um fisiólogo polaco. A descoberta foi repetida em 1897 por John Jacob Abel. Jokichi Takamine, un químico japonês, descobriu a mesma hormona em 1900, sem conhecimento dos anteriores. Foi sintetizada artificialmente por Friedrich Stolz em 1904.
A palavra adrenalina foi criada pelo cientista que conseguiu isolar este hormônio pela primeira vez, o bioquímico japonês Elissandro Jokichi Takamine, que formou o nome em questão tomando o nome dos rins, sobre o qual se situam as glândulas secretoras, como já mencionado. Utilizou então ad- (prefixo que indica proximidade), renalis (relativo aos rins) e o sufixo -ina, que se aplica a algumas substâncias químicas (as aminas).
Quando lançada na corrente sanguínea, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente ou psicologicamente, stress), a adrenalina aumenta a frequência dos batimentos cardíacos (cronotrópica positiva) e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue (hiperglicemiante), minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços e "queima" gordura contida nas células adiposas. Isto faz com que o corpo esteja preparado para uma reação, como reagir agressivamente ou fugir, por exemplo.
Afeta tanto os receptores beta¹-adrenérgico (cardíaco) e beta²-adrenérgico (pulmonar). Possui propriedades alfa- adrenérgicas que resultam em vasoconstrição.
A adrenalina também tem como efeitos terapêuticos a broncodilatação, o controle da frequência cardíaca e da pressão arterial, dependendo da dose. Na anestesia local é utilizada como coadjuvante, causando vasoconstrição para perdurar o efeito do anestésico, visto que uma área menor de vaso sanguíneo degradará menos o fármaco. "in wikipédia"
01 novembro 2010
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