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04 junho 2010
Pôr do sol
O sol esta a pôr-se. Qualquer dia nascerá novamente.
Este meu blog vai fazer uma pausa. Não sei se será definitiva ou temporária. Será concerteza uma longa pausa. Os motivos são vários. Alguns inconfessáveis outros nem tanto. A todos os visitantes quero agradecer terem por aqui passado, comentado ou não. Assíduos ou não.
Este blog faz parte de mim, assim como tudo o que nele está escrito. Todos os poemas foram escritos por mim. Neste momento sinto um alivio estranho e uma enorme saudade deste espaço. Sim a mim que tanto me deu, que me fez companhia quando mais ninguém me ouvia, me entendia. Agora é tempo de sair de cena.
Fora de cena quem não é de cena.
A dualidade
Pode parecer sem sentido, talvez até absurdo. Acabei de pensar que não posso pensar em ti. Que não quero pensar nas perguntas. Que não quero imaginar qual é a tual realidade. Que me vai custar. E não quero que um trovão me caia em cima do corpo, ou vários.
O mais estranho é que pensei que não me posso afastar dessa realidade. Da tua realidade. E porquê?
É o desejo, o querer, forças maiores que o poder de não querer?
Tudo o que digo parece sem sentido quando releio, como se outra pessoa fosse. Parece-me de facto triste. E porquê?
Racionalmente tenho as respostas. Racionalmente tenho respostas para tudo. Mas agora, não tenho respostas. Só sentimentos. Antagónicos. Opostos. Assim será.
30 maio 2010
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