04 abril 2010

Robert Longo

Nas minhas férias, deambulando pela nossa Lisboa, passei pelo C.C.B. antes de passar nos pasteis de Belém.
Por entre uma exposição de Joana Vasconcelos e uma outra de Annemarie Schwarzenbach, dei de caras com uma exposição de um artista que não conhecia. Robert Longo. Fui avisado a entrada por uma simpática funcionária do C.C.B. para não perder esta exposição... que os quadros pareciam fotografias mas que eram pintados a mão. E lá fui eu com curiosidade. O espanto foi total. Incrível o trabalho a preto e branco. Embora o próprio diga que se sente preso a este género de trabalho. Que quer ser reconhecido também pelo resto da sua obra. Deve ser o peso da genialidade...
Aqui ficam alguns dos que me ficaram na memória...






17 fevereiro 2010

Todo o sentimento

Todo o sentimento, o amor. Tudo o que me emociona. Tudo o que elaboro pelo raciocínio. Fundem-se na minha cabeça. O coração jorra o sangue que me sustenta de pé. Que me faz olhar. Sentir a língua dentro da boca. Infligem-se os raios dos trovões em mim. Tudo menos o nada, sinto. A imagem de sufocar com as palavras que penso. Que ficam dentro da boca fechada. A desesperada procura da dimensão. Tudo está para além do que vejo. Estou para além do que sou. Sou outro. A ilusão de mim, do que sou, é tangível. Modifico-me pela vontade de ti. Pela vida. Pelo que eu sou.


Extreme - More Than Words