09 julho 2008

Abri a janela...

Abri a janela... já era de manhã. O sol ainda não estava no horizonte mas a sua luz iluminava o dia que estava para acontecer.
Puxei de um cigarro, como é habito só fumo á janela, e deliciei-me com o ar fresco da manhã. A meu lado só o lugar de uma presença invisível. O voo das andorinhas madrugadoras fez-me sentir uma paz interior difícil de explicar. O som dos passaros e da cidade que começa a acordar fez-se ouvir...

29 junho 2008

As Aventuras de Sir Monarch - #5

Sir Monarch senta-se numa cadeira. O seu interlocutor acende as velas de uma Menorah. Senta-se diante do seu convidado.
- Existe uma mulher que deves encontrar. Ela corre perigo.
Sir Monarch, com o sobrolho erguido atenta nas palavras que ouve.
- Sei que a deves encontrar e proteger. Tens várias questões para me fazer. Eu respondo-te a três. As outras vais ter que ser tu a descobrir as respostas. Nem eu sei. Estou aqui a titulo particular a pedido de um amigo comum... Monsenhor Jacob Wenger.
- Prossiga... disse Sir Monarch.
- Como já deve ter calculado este é um assunto delicado. Quem lhe pede ajuda conhece o seu trabalho. É essencial que este assunto fique entre portas fechadas. Espero que aceite o repto que lhe fazemos... não lhe posso adiantar muito mais irmão.
- Falta uma resposta...
- Sim. A mulher de que lhe falo é guardiã de um objecto que se encontra em perigo de cair nas mãos erradas. Tem aqui neste envelope uma carta com instruções mais precisas. Discrição é o que lhe pedimos.
- E quem devo encontrar?
- O seu nome... Claire Blanchefort.

26 junho 2008

Sintra, uma paixão

Desde à muito tempo que esta cidade me atrai. Em conversa com uma amiga que também está "enfeitiçada", dei por mim a pensar nas várias razões que me levam a estar apaixonado pelos diversos locais existentes na zona de Sintra.
Foi pela mão de Fernando Pessoa que tive uma nova visão da cidade. Ainda adolescente, o poeta regou a minha imaginação de uma Sintra mágica e telúrica. Vários são os locais que podem despertar consciências em Sintra. O monte da Lua, o coração da Sintra de que falo. A Quinta da Regaleira, com os seus caminhos perdidos. A luz de Sintra. Uma luz que existe mesmo não existindo. As estradas que nos conduzem a palácios e conventos que só ouvimos falar nos contos de fadas, são frescas mesmo no verão. Da serra irrompe um verde grandioso que nos contagia e nos ajuda a sorrir, a respirar melhor.
Para descobrir Sintra é necessário abrir a mente e o coração. Mãos à obra.

25 junho 2008

Ana Moura

Escutei a um par de dias atrás, na TSF, um entrevista deliciosa da fadista Ana Moura. Uma voz quente, tímida e sincera foi respondendo as perguntas do Carlos Vaz Marques. A hora, sempre a mesma.
Ficou-me na cabeça a dificuldade que tem em gravar com os auscultadores postos. De facto uma casa de fados é diferente de um estúdio de gravação, tendo gravado algumas músicas sem os auscultadores.
Disse que tem medo de andar de avião... quem não tem? Delirou quando em Nova Iorque viu alguém a ouvir o seu CD, antes de um concerto que ia dar.
Por último uma exelente tirada. Para ela a música tem que bater no corpo, para ser sentida. Ora aqui está uma metafora bem conseguida.
Eu já tenho CD. Exelente.

16 junho 2008

Panchina per pregare


Do Templo

Para quem quiser saber mais sobre a história da Ordem do Templo, como é habitualmnte conhecida aqui ficam possiveis leituras:

- O Sangue de Cristo e o Santo Graal, Ed. Livros do Brasil
- O Segredo dos Templários, Ed. Europa América
- Os Templários, Ed. Europa América
- Os Templários, Ed. Editorial Notícias
- A Missão Templária nos Descobrimentos, Ed. Nova Acrópole
- O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, Ed. Nova Fronteira

Foi...

Foi de repente. Foi de repente que o menino nasceu. Foi de repente que ele soltou o choro.
Foi de repente... Foi de repente quando lhe ensinaram a diferença entre o bem e o mal.
Foi de repente que ele cresceu. Foi tão de repente, que todos os repentes eram demais para
Ele viver. E também foi de repente que o menino pequenino se magou.
Foi de repente que o menino se apaixonou. E de repente soube o que era o amor.
Também foi de repente que soube o que era a desilusão. De repente...
E muito de repente, assim como a brisa se levanta, o menino soube o que era o horror.
E tão de repente, ou mais de repente ainda, o menino levantou-se da cadeira onde estava sentado. Abriu a porta, saíu de casa, foi até ao mar e de repente, depois de olhar horas a fio a sua imensidão... mergulhou para se matar. E assim de repente o menino morreu. E todas as coisas sucederam de repente... E a vida deixou o menino.