Uma bomba faz tique-taque.
Está dentro de mim.
Tique-taque, tique-taque...
Tique-taque, tique-taque.
Porque a puseste dentro de mim?
Como a desligo? Como?
E se a desligar irei morrer?
Ou irei renascer novamente?
Ouves o barulho dentro de mim?
Tique-taque, tique-taque.
Não meço a realidade do som.
Não me enfureço com a sua presença.
Está comigo esse som.
Essa coisa que se chama paixão.
Tenho uma bomba dentro de mim.
Tique-taque, tique-taque.
16 dezembro 2007
12 dezembro 2007
Tudo o que penso não escrevo
Tudo o que penso não escrevo.
Não tem espaço. É como o aço,
Pesado, simples, real.
Não cabe no branco do papel.
Caberá nas páginas de um livro
Que não irá ser escrito.
Cabe no meu pensamento
E no teu.
E as palavras que já sabemos,
Os sentimentos, as razões, as evocações.
Tudo são palavras que não escrevo.
Mas que sinto. Que vivo.
Sem palavras para escrever,
Só me resta respirar o ar.
Que tem o teu cheiro.
E qualquer coisa de belo.
Não tem espaço. É como o aço,
Pesado, simples, real.
Não cabe no branco do papel.
Caberá nas páginas de um livro
Que não irá ser escrito.
Cabe no meu pensamento
E no teu.
E as palavras que já sabemos,
Os sentimentos, as razões, as evocações.
Tudo são palavras que não escrevo.
Mas que sinto. Que vivo.
Sem palavras para escrever,
Só me resta respirar o ar.
Que tem o teu cheiro.
E qualquer coisa de belo.
09 dezembro 2007
Mais ou menos
Mais ou menos.
Estou mais ou menos.
Como um cão deitado sobre um tapete.
Diante da porta que guarda.
Deito o dente de fora para quem passa.
E rosno um rosnar já conhecido.
Como se estivesse de mau humor
Por estar com uma valente gripe.
E este mau humor, esta cobarde atitude
De me tratar parece ser o que me resta.
Qualquer palavra não tem sentido agora.
Parece que o resto não convence.
Passo a mão pela minha barba.
Desmazelo. E quero não querer.
A saudade e a esperança unem-se.
E deixo de querer.
Estou mais ou menos.
Como um cão deitado sobre um tapete.
Diante da porta que guarda.
Deito o dente de fora para quem passa.
E rosno um rosnar já conhecido.
Como se estivesse de mau humor
Por estar com uma valente gripe.
E este mau humor, esta cobarde atitude
De me tratar parece ser o que me resta.
Qualquer palavra não tem sentido agora.
Parece que o resto não convence.
Passo a mão pela minha barba.
Desmazelo. E quero não querer.
A saudade e a esperança unem-se.
E deixo de querer.
05 dezembro 2007
Message in a botlle to all visitors
Well this is a message that i want to leave for all of u who can't read portuguese. This blog is a kind of trunk where i wright some poems and it's also where i can reflect about my simple life.Beware the videoclips that are offten added to my vodpod... and don't forget to clik on the last-fm radio...
Enjoy the blog, and if u have any question just e-mail me.
Thank's!
04 dezembro 2007
Sobram as horas...
Sobram as horas, as demoras,
Sobram os desencontros.
Sobram também os feitos,
Os vicíos e as memórias.
Demoram-se em voos rasantes os passáros,
Que ondulantes navegam junto as nuvens.
Entediados do seu vôo abrem os olhos de tédio.
Gritam de pavor de voar, o vôo delirante.
E sobram-lhes as horas e o resto.
Atávicos e loucos em bandos,
Voam para um destino inexistente.
Um destino que só o será, que não o é.
Em pânico olham para baixo.
Com todo o tempo de voar,
Permanecem imcompreensivelmente
De asas abertas a planar. A mais.
Sobram os desencontros.
Sobram também os feitos,
Os vicíos e as memórias.
Demoram-se em voos rasantes os passáros,
Que ondulantes navegam junto as nuvens.
Entediados do seu vôo abrem os olhos de tédio.
Gritam de pavor de voar, o vôo delirante.
E sobram-lhes as horas e o resto.
Atávicos e loucos em bandos,
Voam para um destino inexistente.
Um destino que só o será, que não o é.
Em pânico olham para baixo.
Com todo o tempo de voar,
Permanecem imcompreensivelmente
De asas abertas a planar. A mais.
Os dias cinzentos de nada
Os dias cinzentos de nada.
Tudo é efémero.
Tudo é pouco,
Muito pouco.
E esta consciência calma.
Esta percepção implicativa
Mante-me acordado diariamente.
Faz-me sentir ainda o ar.
Tudo parece menos.
Nem os olhos parecem os mesmos.
Vejo tudo com outro olhar.
Olho mais devagar.
Passo diante de nós e vejo-nos
diferentes. Duas espécies diferentes.
E tudo parece menos, tudo é o resto.
Tudo é só o que tenho.
Tudo é efémero.
Tudo é pouco,
Muito pouco.
E esta consciência calma.
Esta percepção implicativa
Mante-me acordado diariamente.
Faz-me sentir ainda o ar.
Tudo parece menos.
Nem os olhos parecem os mesmos.
Vejo tudo com outro olhar.
Olho mais devagar.
Passo diante de nós e vejo-nos
diferentes. Duas espécies diferentes.
E tudo parece menos, tudo é o resto.
Tudo é só o que tenho.
03 dezembro 2007
Adormeceste...
Adormeceste...
Com os cobertores a taparem a tua cara.
Com o frio a rondar a tua cama.
Adormeceste mais ou menos.
Deitaste a cabeça na almofada,
Puseste a mão por baixo dela,
E encolheste as pernas.
Pensavas em mim?
Adormeceste um sono claro.
Um sono raso.
E o teu pensamento vagueou
Por entre as límpidas memórias de nós.
Vou adormecer também, mais ou menos.
Tenho-te agora. Tens os olhos fechados.
Dormes imóvel. Sonhas.
Adormeceste.
Com os cobertores a taparem a tua cara.
Com o frio a rondar a tua cama.
Adormeceste mais ou menos.
Deitaste a cabeça na almofada,
Puseste a mão por baixo dela,
E encolheste as pernas.
Pensavas em mim?
Adormeceste um sono claro.
Um sono raso.
E o teu pensamento vagueou
Por entre as límpidas memórias de nós.
Vou adormecer também, mais ou menos.
Tenho-te agora. Tens os olhos fechados.
Dormes imóvel. Sonhas.
Adormeceste.
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